Museu da Amazônia (Musa): imersão na floresta e um fantástico mirante

Torre de Observação tem 242 degraus e chega a 42 metros, com paradas intermediárias (Museu da Amazônia/Redes sociais/Divulgação)O Musa ocupa 100 hectares (1 km2) da Reserva Florestal Adolpho Ducke, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA, em Manaus. Uma área de floresta de terra firme, nativa, que há mais de 60 anos vem sendo estudada com paixão. Os resultados dessas pesquisas, reunidos em catálogos sobre temas como plantas, pássaros e rãs, contam o que o Musa quer mostrar ao visitante.

Encontramos no Musa: exposições, viveiros de orquídeas e bromélias, aráceas, palmeiras, samambaias, serpentes, aranhas e escorpiões, borboletas, cigarras, cogumelos e fungos, além de jardim sensorial, lago das vitórias-amazônicas e aquários. Uma torre de 42 metros permite fruir uma magnífica vista do dossel das árvores da floresta, inesquecível quando vista às seis da manhã.

Sete trilhas na floresta proporcionam ao visitante passeios agradáveis e descobertas surpreendentes. No Musa são desenvolvidas pesquisas em divulgação e popularização da ciência e da educação científica e cultural.

Um museu vivo
Que segredos escondem as águas do rio Negro? Que constelações as diversas etnias indígenas amazônicas identificam no céu? Como um mosquito vê a floresta ao seu redor? Seria possível “enxergar” o ar que se move entre a copa das árvores?

A complexidade e a rica diversidade social e biológica da Amazônia suscitam perguntas. Para algumas, as respostas já existem. Para outras, as descobriremos. Imaginar perguntas e buscar respostas é o que propõe o Musa.

Para cumprir esse objetivo, será preciso ir ao encontro da natureza. Os sentidos, como o tato e a visão, não são os únicos aliados na jornada – microscópios, lupas e microcâmeras podem colaborar. Muitas vezes, será preciso sair da posição de observador, ser pássaros ou formigas, para entender como um pássaro vê ou o modo como uma formiga percebe o mundo. Como? É o que queremos saber.

Este é o convite que o Musa faz a seus visitantes: ver a floresta com um novo olhar. Pensá-la como a pensam os que nela vivem, com suas culturas e modos de sobrevivência e reprodução.