Virada Cultural nos Museus do IPAC reúne mais de 15 mil pessoas e soma 120 horas de programação cultural gratuita

Mais de 120 horas de atividades culturais, distribuídas em quatro edições, marcaram a realização da Virada Cultural nos Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA). A iniciativa atraiu mais de 15 mil pessoas ao Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_Bahia), ao Parque Histórico Castro Alves (PHCA), ao Museu de Arte Moderna (MAM) e ao Museu de Arte da Bahia (MAB), ampliando o acesso da população aos espaços museais e fortalecendo o papel dos museus como lugares de encontro, experimentação e vivência cultural.

Com propostas que estimularam a ocupação plena desses equipamentos, as quatro edições da Virada Cultural ofereceram programações diversificadas, voltadas a públicos de todas as idades, reunindo oficinas de arte, sessões de cinema, apresentações musicais, contação de histórias, exposições, feiras criativas e ações formativas. A iniciativa reafirmou o compromisso do IPAC com a democratização da cultura e com a aproximação entre patrimônio, arte e sociedade.

Oficinas de cerâmica
As oficinas de cerâmicas contaram com a participação de público diversificado. Foto: Caio Leal

“A Virada Cultural mostrou que o patrimônio pode dialogar com diferentes linguagens, gerações e expressões artísticas, criando experiências marcantes e fortalecendo a relação da população com os museus públicos da Bahia”, destacou o diretor-geral do IPAC, Marcelo Lemos.

O encerramento da programação aconteceu neste domingo, no Museu de Arte da Bahia (MAB), com uma edição que reuniu mais de 30 horas ininterruptas de atividades culturais gratuitas. Realizada no fim de semana anterior ao Carnaval, a Virada no MAB apostou no clima de festa e celebração, atraindo aproximadamente 4 mil pessoas.

A maratona cultural teve início no sábado, às 10h, e seguiu até o domingo, às 18h, ocupando diversos espaços do equipamento, como o auditório, a Sala Curta MAB, a Sala 5, as áreas expositivas internas e a área externa. Entre os destaques da programação esteve a apresentação do grupo Paroano Sai Milhó, no sábado à tarde, que levou a folia para dentro do espaço museológico.

Paroano Sai Milhó
Paroano Sai Milhó anima o público no sábado à tarde. Foto: Caio Leal

Comédia na Madrugada

Um dos pontos altos da Virada no MAB foi a Comédia na Madrugada, atividade que reuniu nove humoristas no auditório do museu: Alan Miranda, Guga Walla, Hamilton Jr, Magali Soares, Matheus Buente, Paulo Papel, Pisit Mota, Renata Laurentino e Sullivan Bispo. Com início à meia-noite e término às 3h, os artistas se revezaram em apresentações de cerca de 20 a 30 minutos, com auditório cheio durante toda a madrugada. As apresentações foram transmitidas ao vivo para o público de casa pelo canal da Secult no YouTube.

Público enche auditório na Comédia na Madrugada
Sullivan Bispo apresenta sua personagem Koanza na Comédia na Madrugada. Foto: divulgação

 

Ao longo do dia e da madrugada, o MAB foi tomado por oficinas criativas que integraram corpo, arte e imaginação, com atividades de recorte e colagem, serigrafia, pintura em cerâmica, dança infantil, biodança, yoga, oficinas sensoriais e práticas artísticas acessíveis. As oficinas de cerâmica ministradas pelos professores Cícero Nazaré, Jamir Teixeira e Luiza Nery estiveram entre as mais disputadas, com listas de espera sendo formadas ao longo de toda a programação.

A oficina Cerâmica na Rua – Mural Aberto atravessou a noite e ativou a área externa do museu, fortalecendo a relação do equipamento com a cidade e com os visitantes. “Para nós, é um momento fantástico para divulgar o trabalho que realizamos aqui no MAB, especialmente com esse mural aberto, onde as pessoas podem expressar suas memórias e sonhos. É emocionante”, destacou a museóloga Renata Alencar. “Tudo de bom. Primeira vez que venho a um evento assim”, comentou a estudante Cau Oliveira.

Oficina de cerâmica com professor Cícero Nazaré
Oficina de cerâmica com professor Cícero Nazaré. Foto: divulgação

A programação contou ainda com a Feira MAB, realizada em parceria com o Bazá Rozê e a Feira Vegana Salvador, funcionando de forma ininterrupta durante toda a Virada. O espaço reuniu iniciativas de economia criativa, gastronomia e produção independente, estimulando a permanência do público e a ocupação qualificada do museu.

“A gente vivencia um outro ambiente dentro do museu quando ele oferece uma programação extensa, e passa a perceber o acervo de outra maneira. Cria-se uma ambiência favorável também para a economia criativa. Temos a oportunidade de apresentar nossos produtos e conhecer pessoas que desenvolvem outros trabalhos. A Virada acaba sendo um grande fomentador”, avaliou Anderson de Oliveira, do coletivo O Grude, que produz ímãs de arte.

Ao longo das quatro edições, realizadas no MAC_Bahia, no MAM, no PHCA e no MAB, as Viradas Culturais consolidaram-se como uma experiência bem-sucedida de ocupação contínua e criativa dos museus públicos da Bahia, reafirmando esses espaços como territórios plurais, abertos à diversidade de linguagens, públicos e expressões culturais.

A Virada Cultural nos Museus integrou o projeto Verão na Bahia – Um Estado de Alegria, realizado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Cultura, em parceria com as unidades vinculadas.

Ascom IPAC