Rio de Janeiro sediará o Golden Globes Tribute Gala

Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro

A Prefeitura do Rio anunciou, nesta quarta-feira (17/12), no Museu de Arte Moderna (MAM), uma parceria de três anos para a cidade receber o Golden Globes Tribute Gala, um evento internacional do Globo de Ouro (Golden Globes®️), que é uma das mais importantes premiações mundiais de cinema e televisão, entregue anualmente pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA). Pela primeira vez na história, o Globo de Ouro realizará um evento oficial no Brasil. A cerimônia de entrega dos prêmios será no dia 18 de março de 2026, no Belmond Copacabana Palace, na Zona Sul, e irá celebrar a criatividade, a importância cultural e o impacto global da indústria cinematográfica e televisiva brasileira. A TV Globo será parceira de mídia do evento no Rio de Janeiro.

– O Globo de Ouro é uma das maiores premiações da indústria audiovisual do mundo e escolheu o Rio, a cidade mais linda do planeta. Essa decisão  reafirma o nosso papel como centro da cultura no Brasil e capital dos grandes eventos. É um reconhecimento à vocação do Rio para atrair produções internacionais, movimentar a economia criativa e projetar nossa identidade cultural para o mundo. – afirmou o prefeito Eduardo Paes

Após uma extensa análise de potenciais cidades-sede internacionais, o Globo de Ouro escolheu o Rio de Janeiro como sede do Golden Globes Tribute Gala, reconhecendo o dinâmico patrimônio artístico da cidade e seu papel como um dos principais centros de excelência cinematográfica e televisiva.

– Queremos que a cidade tenha calendário. O Golden Globes é conhecido no mundo inteiro e agora o associamos ao Rio. Isso mostra o desejo desse setor de estar aqui e o sucesso das políticas da Prefeitura implementadas no audiovisual carioca nos últimos anos. Ontem, anunciamos o Rio Fashion Week e hoje anunciamos esse evento. As indústrias da moda e do audiovisual geram muito emprego na cidade do Rio e no Brasil. Ambas juntam a identidade, a força da arte e a criatividade com o negócio, a geração de renda – disse o vice-prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, na cerimônia no Museu de Arte Moderna.

A escolha reafirma a posição do Rio de Janeiro como uma capital cultural fundamental e porta de entrada para a indústria audiovisual sul-americana, enquanto a colaboração entre o Globo de Ouro, a Urland Ventures e a Prefeitura do Rio estabelece uma plataforma de longo prazo para fortalecer o intercâmbio artístico e ampliar a visibilidade internacional.

– Com o Golden Globes no Rio, teremos a imprensa internacional aqui. Muita gente vai conhecer o Brasil. O Golden Globes é o evento mais importante depois do Oscar. Faremos essa premiação para os talentos brasileiros. Depois de três anos, caso esse evento tenha sucesso, ele será transformado no Golden Globes Latin America –  disse Uri Singer, sócio da Urland Ventures.

O Golden Globes Tribute Gala homenageará artistas e criadores brasileiros excepcionais, que produziram obras de repercussão mundial. O evento chega em um momento em que o cinema brasileiro volta a estar no centro das atenções globais, com aclamação internacional por filmes como “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, e “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho.

–  O Rio de Janeiro chegou à final do Globo de Ouro em Los Angeles várias vezes com diversos filmes. Agora é a vez do Globo de Ouro vir ao Rio, reforçando o calendário O Rio o Ano Todo. Temos o Festival do Rio, o Prêmio Grande Otelo, a maior premiação do cinema brasileiro e agora recebe o Globo de Ouro, uma das premiações mais importantes do mundo para o cinema e a televisão. O audiovisual carioca representa quase 80% da produção do audiovisual brasileiro. Esse evento vai reforçar a presença de talentos, diretores e produtores mundiais. É uma forma de mostrar a cidade – disse o secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha.

– A vinda do Globo de Ouro para o Rio faz parte do projeto da Prefeitura de potencializar a centralidade do Rio como capital do mundo, principalmente na questão cultural, um segmento que é totalmente transversal a todas as outras indústrias. O Globo de Ouro é um evento icônico no mundo, e o público brasileiro também é o melhor do mundo. A gente viu este ano com o filme “Ainda Estou Aqui” o quanto o consumidor brasileiro é importante para esses eventos – declarou o presidente da RioFilme, Leonardo Edde.

Como parte desta iniciativa histórica, o Golden Globes Tribute Gala premiará conquistas notáveis no cinema e na televisão por meio de um processo de seleção especialmente elaborado. O comitê responsável pela escolha dos homenageados inclui um grupo seleto de figuras da indústria cinematográfica e televisiva mundial: Helen Hoehne, Tim Gray, Diana Miller, Fernanda Ezabella, Daniel Herculano, Rodrigo Fonseca, Cecilia Barroso, Uri Singer e Orlando John. Juntos, eles trazem décadas de experiência em jornalismo, produção, programação e representação de talentos globais, garantindo uma seleção criteriosa e relevante de homenageados em escala internacional.

A noite de gala será um evento formal, exclusiva para 350 convidados, entre atores, diretores, líderes da indústria e formadores de opinião aclamados para uma noite dedicada a homenagear a excelência no cinema e na televisão. O evento contará com tapete vermelho, jantar, cerimônia de premiação e show de encerramento. Serão entregues a talentos brasileiros os prêmios de Melhor Ator, Melhor Atriz, Ator Revelação, Atriz Revelação e Conjunto da Obra.

Conhecido como a “Festa do Ano de Hollywood”, o Globo de Ouro celebra conquistas criativas excepcionais e atrai talentos globais, mídia e líderes da indústria de todo o mundo.

No Brasil, o evento é uma sociedade de Raoni Carneiro e João Paulo Affonseca com Uri Singer e Orlando John, da Urland Ventures LLC, detentora da licença oficial do Golden Globes Tribute Gala Brazil, com produção da Musicalize. Juntos, eles reforçam o Rio de Janeiro como cenário natural para sediar este evento histórico, que passa a integrar o calendário anual do Golden Globes. A Ello Agency, fundada e liderada por Paula Bezerra de Mello, atua como agência responsável pela estratégia, coordenação e execução das Relações Públicas do evento.

Chairman do Golden Globes Tribute Gala, João Lucas Melo Brásio comemorou a chegada do evento ao Brasil.

–  A indústria criativa brasileira merece reconhecimento global, e este evento marca um momento decisivo em nossa história cultural. Realizá-lo no Copacabana Palace, com talentos nacionais e internacionais lado a lado, evidencia a posição de destaque do Brasil no cenário audiovisual atual.

Comissão de Meio Ambiente promoverá debate sobre adaptação climática das cidades

Fonte: Radio Senado

A Comissão de Meio Ambiente aprovou um pedido de sua vice-presidente, senadora Leila Barros (PDT-DF) para debater o papel do Sistema Nacional de Fomento no financiamento de cidades resilientes (Req. 27/2025). Sobre o tema, o Senado aprovou o projeto da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) que estabelece como diretriz da política urbana o fomento à construção de cidades adaptadas às mudanças climáticas (PL 380/2023). Ainda não há data definida para a audiência.

Portal da Copa/ME, CC BY 3.0 BR <https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.en>, via Wikimedia Commons

Transcrição
Debate presente há pelo menos uma década nos fóruns nacionais e internacionais sobre mudanças climáticas, a construção das chamadas “cidades resilientes”, ou seja, capazes de não sucumbir a enchentes, secas, calor, frio e ventanias extremas é hoje uma urgência que desafia governos e repercute no Senado. A Comissão de Meio Ambiente aprovou um pedido de sua vice-presidente, a senadora Leila Barros, do PDT do Distrito Federal, para a promoção de uma audiência pública sobre o papel do Sistema Nacional de Fomento no financiamento e desenvolvimento de cidades resilientes no Brasil. O SNF reúne cerca de 30 bancos e entidades públicas e privadas que viabilizam projetos de desenvolvimento, entre eles, o BNDES, a Finep e o Sebrae. Para Leila Barros, o financiamento das cidades adaptadas ao clima extremo precisa virar realidade: (senador Leila Barros) “Chuvas torrenciais, alagamentos, rajadas de ventos altíssimas. E a gente tem visto no país inteiro, o país, realmente, sofrendo, já, com essa questão das mudanças climáticas. Então, esse requerimento é, justamente, para debater uma temática que é importante que são as cidades resilientes, o desenvolvimento e o financiamento das cidades resilientes aqui no Brasil.” Para o debate, ainda sem data definida, serão convidados representantes do Ministério das Cidades, da Associação Brasileira de Desenvolvimento; da Caixa Econômica Federal e do BNDES; além da prefeita do município gaúcho de Estrela, Carine Schwingel, que trabalha na reconstrução da cidade após as enchentes de 2024 e apresentou projetos de resiliência urbana durante a COP 30. No Congresso, está em debate um projeto da deputada federal Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, que estabelece como diretriz da política urbana o fomento à construção de cidades resilientes às mudanças climáticas. Aprovado no Senado com modificações feitas pelo relator, senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, o texto voltou à Câmara para análise final. Os senadores acrescentaram à proposta original a obrigatoriedade dos recortes de gênero, raça e renda nos estudos de vulnerabilidade climática necessários para a implementação de medidas de adaptação climática nas cidades. Da Rádio Senado, Marcela Diniz

Biblioteca Demonstrativa abre chamamento para projetos culturais e educacionais com cessão de espaço em 2026

Fonte: Gov.br

A iniciativa é voltada a artistas, coletivos, produtores culturais, educadores e integrantes das bibliotecas

Foto: Acervo BDB Cultural

Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB), em Brasília, lançou um chamamento público para cessão de espaço e infraestrutura com foco na composição de sua programação cultural ao longo de 2026. A iniciativa é voltada a artistas, coletivos, produtores culturais, educadores e integrantes da comunidade interessados em apresentar projetos nas áreas de arte, cultura, educação e inclusão.

Sem data limite para o envio das propostas, o chamamento permanecerá aberto durante todo o ano de 2026, com o objetivo de viabilizar o maior número possível de atividades. A proposta contempla a cessão gratuita de espaço e suporte técnico da Biblioteca Demonstrativa, sem pagamento de cachê, modalidade que não interfere nas contratações remuneradas da instituição, que seguem ocorrendo normalmente ao longo do ano.

O chamamento é especialmente indicado para proponentes que necessitam cumprir contrapartidas de projetos aprovados em outros editais, ampliar portfólio artístico ou obter material audiovisual para divulgação profissional. As propostas podem abranger modalidades como teatro, dança, música, literatura, cinema e audiovisual, exposições de artes visuais, contação de histórias, oficinas presenciais ou on-line, além de projetos educacionais e de inclusão.

As atividades poderão ser realizadas no auditório da Biblioteca Demonstrativa, com capacidade para até 70 pessoas, ou na galeria de exposições. A infraestrutura disponível inclui equipamentos profissionais de som, iluminação, projeção e cenografia, como mesa de som Yamaha DM3, sistema de PA com caixas amplificadas QSC K12, microfones com e sem fio, refletores de LED RGBW, mesa DMX, projetor Full HD a laser e tela de grande formato.

Além do suporte técnico e da cessão do espaço, os projetos selecionados contarão com divulgação institucional, incluindo assessoria de imprensa, cobertura em redes sociais e promoção junto ao público cultural do Distrito Federal. As apresentações serão gravadas em alta qualidade, com possibilidade de transmissão ao vivo pelo canal da BDB Cultural no YouTube.

Entre as condições estabelecidas, as apresentações devem ser gratuitas e ter duração máxima de até 90 minutos. No caso das exposições, o período de permanência pode chegar a 30 dias. Custos adicionais, como transporte, montagem e direitos autorais, ficam sob responsabilidade dos proponentes. Não haverá divulgação pública de lista de selecionados; a equipe da Biblioteca Demonstrativa entrará em contato por e-mail caso a proposta seja incorporada à programação de 2026.

Entre janeiro e dezembro de 2025, foram realizadas 186 atividades, distribuídas entre formação cultural, literatura, audiovisual, artes cênicas, música, artes visuais, mediação de leitura, ações comemorativas e oficinas especializadas. “E em 2026 queremos trazer ainda mais confluências, ideias, e vozes para a BDB”, destaca a coordenadora cultural, Marina Mara.

Para participar, os interessados devem preencher o formulário disponível aqui e na bio do perfil da @bdbcultural nas redes sociais, com informações gerais sobre a proposta, descrição técnica e artística, recursos necessários, equipe envolvida, expectativa de público e, se houver, links de vídeos, fotos ou materiais de apoio. As propostas serão avaliadas com base em critérios como originalidade, qualidade técnica e artística, acessibilidade e viabilidade logística.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail bdb@institutoincluir.com.br.

Sobre a programação cultural da BDB

A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração nº 950548/2023, celebrado entre o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Formação Cultural, Livro e Leitura (Sefli), e o Instituto Incluir, uma organização da sociedade civil. Fundada em 1970 e localizada em Brasília, Distrito Federal, essa instituição tem caráter público federal. Com a missão de ser uma biblioteca experimental que promove novos paradigmas de normatização e disseminação de boas práticas no campo das bibliotecas públicas, buscando sempre estar na vanguarda. Além disso, ela desempenha um papel fundamental na democratização do acesso à leitura, na formação de novos leitores, na promoção da literatura brasileira e na contribuição para o aprimoramento dos profissionais que atuam em todo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.

Ministério da Cultura disponibiliza curso gratuito de animação digital

Fonte: Correio Braziliense

As inscrições para o curso on-line oferecido pela Escola Solano Trindade de Formação e Qualificação Artística, Técnica e Cultural (Escult) vão até a próxima quinta-feira (8/1)

Por Ian Vieira

O Ministério da Cultura em parceria com a Escola Solano Trindade de Formação e Qualificação Artística, Técnica e Cultural (Escult) abriu inscrições para o curso gratuito de animação digital. O conteúdo é disponibilizado digitalmente e tem 60 horas de duração, com objetivo de preparar estudantes e profissionais da área da cultura para atuar no mercado audiovisual e digital. O curso foi iniciado em 8 de outubro e termina em 8 de fevereiro, as inscrições seguem disponíveis até 8 de janeiro por meio do site: https://escult.cultura.gov.br/.

Para realizar o programa, os estudantes devem ter o ensino fundamental completo, o curso tem como foco principal design e a produção cultural, apresentando fundamentos teóricos e práticos sobre criação e produção de animações 3D. Entre os conteúdos, estão história da animação, metodologia de produção, criação de personagens, cenários e objetos, além de técnicas de renderização e finalização de projetos digitais.

O curso da Escult conta com quase 12 mil estudantes inscritos. Entre as seis seções de aulas on-line estão: da animação convencional à animação digital, metodologia de produção de animações e a lógica da animação 3D, animação, renderização, finalização e exportação de arquivos e Criação de personagens, cenários e objetos em softwares 3D. Ao todo, são 19 atividades e 26 recursos disponibilizados para ensino.

Fundação Casa de Rui Barbosa abre chamada de trabalhos para o XV Seminário Internacional de Políticas Culturais

Via: Gov.br

AFundação Casa de Rui Barbosa, por meio do Setor de Pesquisa de Políticas Culturais, e da Cátedra UNESCO de Políticas Culturais e Gestão, divulga a abertura da chamada de trabalhos para o XV Seminário Internacional de Políticas Culturais. A iniciativa recebe propostas de artigos acadêmicos de 15 de dezembro a 23 de fevereiro de 2026. Podem participar estudantes de mestrado e doutorado, mestres, doutores, gestores e docentes de instituições de ensino superior, com trabalhos que tenham as políticas culturais como eixo central. As inscrições são gratuitas, e os artigos selecionados serão apresentados durante o Seminário, que será realizado na sede da Fundação.

Acesse aqui as regras para submissão dos trabalhos

Sobre o Seminário

O XV Seminário Internacional de Políticas Culturais é uma realização da Fundação Casa de Rui Barbosa, por meio do Setor de Pesquisa de Políticas Culturais e da Cátedra UNESCO de Políticas Culturais e Gestão. O evento propõe reflexões e o intercâmbio de conhecimentos, saberes e práticas sobre políticas culturais, contribuindo para o fortalecimento da democracia e da participação social no Brasil.

Sobre a Cátedra

A Cátedra UNESCO de Políticas Culturais e Gestão da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) atua como um centro de excelência dedicado à pesquisa, formação e articulação no campo das políticas culturais e da gestão cultural no Brasil. Integrada à rede mundial de Cátedras UNESCO, promove a cooperação internacional e o intercâmbio de conhecimentos por meio da realização de seminários, colóquios, simpósios, cursos e publicações em parceria com universidades e instituições especializadas. Desde sua criação, em 2017, a Cátedra/FCRB contribui para a qualificação de profissionais do setor e para o fortalecimento de políticas culturais públicas, funcionando como espaço de reflexão crítica e inovação acadêmica voltado ao desenvolvimento de práticas e soluções para os desafios contemporâneos da cultura.

Cultura, Artes, História e Esportes

Black Month

Últimos dias para se inscrever no Edital Social da Pós-graduação

Aula Aberta | Antropoceno – O impacto humano sobre o planeta

Com Luiz Alberto de Oliveira, Curador do Museu do Amanhã
📅 19 de novembro de 2025 | 19h
🎥 Transmissão gratuita pelo YouTube da ABGC

A pós-graduação Cultura, Museus & Clima realizará, no dia 19 de novembro, às 19h, uma aula aberta e gratuita com o curador e pesquisador Luiz Alberto de Oliveira (Museu do Amanhã). A atividade será transmitida ao vivo pelo canal da ABGC no YouTube e é aberta ao público interessado em cultura, meio ambiente, ciência e sustentabilidade.

No encontro, Luiz Alberto abordará o conceito de Antropoceno, discutindo os diferentes impactos da ação humana sobre o planeta, os desafios contemporâneos da crise climática e o papel essencial da cultura e dos museus na construção de futuros possíveis.

A aula integra a programação do novo curso de pós-graduação Cultura, Museus & Clima, uma formação transdisciplinar que conecta políticas culturais, gestão de museus, sustentabilidade e ação climática.

Como participar

A participação é gratuita. Para assistir à aula ao vivo, basta realizar a pré-inscrição gratuita através do link:

https://abgc.org.br/pre-inscricao-cultura-museus-e-clima/

Após a inscrição, o link da transmissão será enviado por e-mail.

Realização: UNIMAIS & ABGC
Correalização: RegeneraMuseu
Apoio Institucional: EXPOMUS
Residência Profissional:
– Museu da Língua Portuguesa – SP
– Museu do Jardim Botânico – RJ

Lula envia ao Congresso novo Plano Nacional de Cultura

Projeto de lei tem metas que devem ser buscadas em um período de 10 anos. Plano anterior venceu em dezembro de 2024.

Via: G1.com

Por Marcela Cunha, g1 — Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (17) o projeto de lei do novo Plano Nacional de Cultura (PNC).

O plano vai orientar as políticas culturais do país pelos próximos dez anos.

Segundo o governo, o texto reafirma a cultura como política de Estado e pilar estratégico da democracia, da soberania e de um desenvolvimento socialmente justo.

“Hoje é um dia especial porque é a realização de um sonho que eu tenho há muito tempo de transformar cultura em um movimento efetivamente de base, uma coisa popular, para que a gente, ao invés de ter aquelas coisas muito encalacradas, fechadas, a gente ter uma espécie de guerrilha democrática cultural nesse país, onde as pessoas precisam ter a liberdade de fazer e provocar que os outros façam a acontecer a cultura nesse país”, afirmou Lula.

 

Lula participa de cerimônia para envio do projeto de lei do novo Plano Nacional de Cultura (PNC). — Foto: Reprodução/ CanalGov

Lula participa de cerimônia para envio do projeto de lei do novo Plano Nacional de Cultura (PNC). — Foto: Reprodução/ CanalGov

O presidente também assinou o decreto que cria a Comissão Intergestores Tripartite (CIT), espaço de diálogo entre a União, estados e municípios para a implementação das políticas públicas de cultura.

O Plano Nacional de Cultura agrupa princípios, objetivos, diretrizes, estratégias, ações e metas que orientam o poder público na formulação de políticas culturais.

O plano foi instituído em 2010, assinado pelo então presidente Lula, com duração prevista de 10 anos. A vigência das regras terminaria em dezembro de 2020, mas passou por duas prorrogações e estava válido até dezembro de 2024.

O atual PNC é composto por 36 estratégias, 274 ações e 53 metas e baseia-se em três dimensões de cultura que se complementam:

  • a cultura como expressão simbólica;
  • a cultura como direito de cidadania;
  • a cultura como potencial para o desenvolvimento econômico.

 

O novo plano prevê oito eixos que organizam as políticas culturais em temas estruturantes para a formulação de planos e políticas estaduais, municipais e setoriais.

Além disso, possui processo de participação social ampliado e integrado, com participação territorial e digital, e também define os direitos culturais. Entre elas estão:

  • o acesso universal à produção e fruição cultural; a liberdade de
  • expressão, criação e imaginação; a preservação da memória, do patrimônio e dos saberes
  • tradicionais; a participação e o controle social; a acessibilidade cultural; e a proteção dos direitos autorais com justa remuneração aos criadores.

 

“Hoje é, possivelmente, o meu dia mais feliz como Presidente da República. Eu faço um trabalho imenso todo santo dia para não decepcionar vocês. Por favor, não decepcionem o Brasil. Façam a revolução cultural que precisa ser feita, para que nunca mais alguém tenha coragem de dizer que a cultura não vale nada, que a cultura atrapalha e que os artistas são criadores de câncer”, finalizou Lula durante a cerimônia.

 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da cerimônia de entrega de credenciais a novos embaixadores no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta segunda-feira, 20 de outubro de 2025. — Foto: Fátima Meira/Enquadrar/Estadão Conteúdo

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da cerimônia de entrega de credenciais a novos embaixadores no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta segunda-feira, 20 de outubro de 2025. — Foto: Fátima Meira/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Quanto custa conter o aquecimento global e quem banca sustentabilidade no campo

O preço para conter o aquecimento global é gigantesco: US$ 8 trilhões por ano, até 2035. Este é o valor que o mundo precisa para impedir que a temperatura do planeta aumente mais de 1,5 °C até lá.

Ele leva em consideração o investimento necessário para produzir alimentos de forma mais sustentável, recuperar florestas, criar fontes de energia limpa e uma série de outras ações para reduzir a emissão de gases poluentes à atmosfera.

➡️Esta reportagem faz parte do quinto episódio da série “PF: Prato do Futuro”, onde o g1 mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil.

O valor foi calculado pelo Grupo de Especialistas Independentes de Alto Nível em Financiamento Climático, da London School of Economics. Ele foi apresentado na Conferência do Clima da ONU (COP) de 2024, no Azerbaijão.

Agora, o tema do financiamento climático volta à mesa de debates da COP 30, em Belém, e um dos grandes desafios é como os países vão conseguir esses trilhões.

Enquanto isso não é definido, o Brasil já vem criando os seus próprios caminhos. No campo, o investimento em práticas agropecuárias sustentáveis tem sido impulsionado, em grande parte, pelo crédito rural — ou seja, por empréstimos bancários.

E um dos grandes desafios é fazer com que esse dinheiro consiga chegar a pequenos produtores e comunidades tradicionais.

Quanto as nações estão dispostas a pagar

 

Os especialistas da London School não têm um cálculo sobre o quanto o Brasil precisa para fazer a transição climática, mas eles estimam que nações emergentes e em desenvolvimento vão precisar, juntas, de cerca de US$ 3,5 trilhões por ano, até 2035.

Uma das discussões mais antigas das Conferências do Clima é como países ricos, como Inglaterra, França, Alemanha, Estados Unidos, vão ajudar os mais pobres a cumprir metas de despoluição.

Isso porque eles são considerados “devedores climáticos” por terem se industrializado primeiro e enriquecido a partir do uso intensivo de combustíveis poluentes, como carvão e petróleo.

💵Um dos acordos firmados após a COP 2024 é que os países ricos direcionem, pelo menos, US$ 300 bilhões para as nações em desenvolvimento, até 2035.

No mesmo período, todos os países devem fazer um esforço para que esse volume chegue a US$ 1,3 trilhão, explica o sócio-diretor da Agroicone, Rodrigo Lima, que participa dos debates de financiamento nas conferências da ONU.

Ele ressalta que há um consenso entre as lideranças mundiais de que esse dinheiro não virá apenas de doações, mas, principalmente, de empréstimos.

“A grande discussão agora é como esses recursos vão chegar aos países com juros menores que os praticados no mercado”, diz Paulo Camuri, gerente de Ciências do Clima do Imaflora.

 

Um exemplo dessa tendência do financiamento climático é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), proposto pelo Brasil, que pretende usar um modelo de investimento de renda fixa para gerar recursos destinados à conservação de florestas tropicais (entenda aqui).

Os guardiões do campo nativo: como pequenos pecuaristas estão regenerando o Pampa

Os guardiões do campo nativo: como pequenos pecuaristas estão regenerando o Pampa

Quem financia agricultura sustentável no Brasil

 

Enquanto o mundo ainda discute como vai financiar as nações em desenvolvimento, dados da ONG Climate Policy Initiative (CPI) mostram que o Brasil tem bancado a maior parte das ações climáticas voltadas para o uso da terra, ou seja, na agropecuária sustentável e na preservação de florestas (veja os números abaixo).

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Foto: Bruna Azevedo/g1

“Na ausência de uma ação climática global mais contundente, grande parte do investimento acaba acontecendo a nível nacional. Isso mostra que o mundo não tem conseguido criar estruturas adequadas para atacar a crise climática”, diz Juliano Assunção, diretor-executivo da CPI.

 

O relatório da ONG também detalha os dados por tipo de instrumento financeiro. Nele, o crédito rural aparece como a principal fonte dos recursos, respondendo por 58% do total.

O que mostra que a maior parte do financiamento climático voltado ao uso da terra no Brasil tem sido bancada por empréstimos contratados por produtores rurais.

Esse dinheiro tem sido direcionado para técnicas de baixo carbono – como plantio diretointegração de lavoura-pecuária-florestaagroecologiaagrofloresta –, além de recuperação de pastagens degradadas.

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Foto: Bruna Azevedo/g1

  • Brasil ainda tem pouco crédito para sustentabilidade 🌱

 

Hoje é o governo federal quem define a quantidade de dinheiro e os tipos de empréstimos voltados para os produtores rurais. Essas informações são atualizadas todos os anos por meio do Plano Safra.

Ele tem algumas linhas diretamente voltadas para agropecuária sustentável, como o RenovAgro, que, por muitos anos, foi chamado de Plano ABC.

Tem também modalidades específicas dentro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) – que atende pequenos produtores – como o Pronaf Floresta, Bioeconomia e Agroecologia.

No entanto, alguns estudos mostram que essas linhas representam pouco dentro de todo o crédito rural liberado no Brasil.

 

Um levantamento da consultoria Agroicone aponta que os empréstimos contratados para investimentos em sustentabilidade chegaram a R$ 69,2 bilhões na safra 2024/25, o que representou apenas 23,2% de todo o crédito rural liberado no período.

Gustavo Lobo, pesquisador da consultoria, explica que esse valor inclui tanto os empréstimos direcionados para práticas de baixo carbono, como outros que não têm esse objetivo, mas que foram aplicados neste fim. A consultoria rastreou os dados pelo Banco Central.

As barreiras que pequenos produtores enfrentam

 

Um dos maiores desafios para destravar o financiamento climático no Brasil é ampliar o acesso ao crédito para pequenos produtores e comunidades tradicionais.

“A maior parte do crédito rural ainda não chega aos pequenos produtores, extrativistas, pescadores, quilombolas e povos indígenas — justamente os que mais cuidam dos territórios e produzem com base na sociobiodiversidade”, afirma a diretora-executiva do Fundo Casa Socioambiental, Cristina Orpheo.

 

As linhas do Pronaf, que atende esse público, têm juros menores que os empréstimos convencionais, mas respondem por 17% do crédito subvencionado pelo governo federal. O restante vai para médios e grandes produtores, segundo dados do Banco Central.

  • Travas para acessar os bancos 💰

 

Além de menos recursos, os pequenos também esbarram na própria indisposição dos bancos, diz Paulo Camuri, do Imaflora.

“Os bancos, em geral, priorizam grandes projetos, como aqueles que envolvem empréstimos elevados, onde o custo para ele ir lá na propriedade verificar como o dinheiro está sendo usado vai compensar para ele”, exemplifica Camuri.

“[Os agricultores] brincam que você chega no banco, só tem um cardápio: que é boi, palanque e cerca”, diz Moises Savian, secretário de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do MDA.

 

Mas existem ainda barreiras bem anteriores à ida ao banco.

Isso porque muitos pequenos produtores não sabem nem mesmo o que é crédito rural ou não têm nem conta bancária ou documentos básicos, como RG ou CPF, conta Fabíola Zerbine, diretora-executiva do Instituto Conexões Sustentáveis (Conexsus).

A ONG tem, inclusive, uma iniciativa chamada CredAmbiental que ajuda agricultores familiares e povos tradicionais a acessarem o Pronaf.

➡️O projeto treina moradores das próprias comunidades para se tornarem “ativadores de crédito”, ou seja, pessoas que entendem das regras de financiamento, que reúnem documentos, negociam com os bancos e elaboram projetos sobre como o dinheiro será usado e devolvido.

g1 foi conhecer de perto a iniciativa em uma comunidade indígena Tupinambá, em Ilhéus (BA), que conseguiu acessar o Pronaf Floresta para cultivar cacau e reflorestar a Mata Atlântica (veja abaixo).

Como indígenas usam financiamento do governo para montar agroflorestas

Como indígenas usam financiamento do governo para montar agroflorestas

O projeto também dá suporte a comunidades sobre o uso consciente do dinheiro, o que tem dado resultado. Segundo Zerbini, 98% das pessoas que participam do CredAmbiental estão em dia com os empréstimos.

“A gente não quer que o crédito seja um fator de endividamento. Ele precisa ser um fator de empoderamento”, diz Zerbini.

 

O que vem da filantropia e de fundos climáticos

 

A diretora-executiva do Fundo Casa Socioambiental, Cristina Orpheo, afirma que o crédito rural é importante, “mas ele tem limites quando se fala em inclusão e justiça socioambiental”.

Para ela, é muito importante que povos tradicionais e pequenos produtores recebam mais investimentos diretos, que não exijam reembolso, como doações e incentivos públicos e privados.

“Isso é importante para que eles possam construir uma capacidade mínima de produção, de gestão, para depois, mais estruturados e confiantes, entrarem em um financiamento”, diz Orpheo.

 

Dados da Climate Policy Initiative mostram que a filantropia representa cerca de 0,06% das fontes de financiamento climático em agropecuária e florestas.

O Fundo Casa Socioambiental capta, por exemplo, recursos de fora do Brasil, principalmente de fundações filantrópicas, para investir em projetos de sustentabilidade.

“O ideal seria combinar esses dois mecanismos financeiros: crédito acessível, sim, mas também recursos diretos, flexíveis e de longo prazo”, acrescenta.

Alguns fundos climáticos também oferecem recursos que não exigem devolução para projetos de sustentabilidade. Hoje, eles representam cerca de 0,2% de todo o financiamento para o uso da terra.

Um exemplo é o Fundo Amazônia, do governo federal, que capta doações para investimentos não reembolsáveis no combate ao desmatamento e à conservação da Amazônia Legal, e que também tem apoiado projetos que envolvem a produção de alimentos de comunidades tradicionais.

Criado em 2008, o Fundo Amazônia foi paralisado em 2019. E a sua retomada, em 2023, foi um dos fatores que contribuiu para a queda do desmatamento no bioma este ano.

O governo também tem o Fundo Clima, que foi criado em 2009, com o objetivo de financiar projetos de mitigação e adaptação climática.

➡️As ações de mitigação têm o objetivo de reduzir emissões de gases poluentes, enquanto as de adaptação, de preparar territórios para extremos climáticos, como secas e enchentes.

No entanto, menos de 1% do Fundo Clima é formado por recursos não reembolsáveis, segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), consolidados pelo Observatório do Clima.

Esse dinheiro, que gira em torno de R$ 4,5 milhões, é gerido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Já o restante dos recursos, que correspondem a R$ 24 bilhões, são administrados pelo BNDES e direcionados para empréstimos. A maior parte vai para a indústria (57%) e infraestrutura (38%), e o restante para o comércio (4%) e a agropecuária (1%).

As empresas de grande e médio porte recebem 98% desses empréstimos.