Confira as respostas das perguntas que foram feitas durante a aula aberta

Durante a aula aberta abrimos um espaço para interação dos alunos online e presenciais, no qual foram feitas perguntas pelos mesmos, por uma questão de horários nem todas foram respondidas no mesmo, mas separamos aqui as respostas para esses questionamentos, confira:

Pergunta: Laís Furtado: um sonho trabalhar no CCBB mesmo! será que no fim da aula poderiam falar um pouco sobre como funciona o ingresso?

Resposta: A administração do CCBB é composta por funcionários de carreira do Banco do Brasil. As seleções são internas e seguem as regras da empresa.

Caso queira trabalhar em umas das empresas terceirizadas que atuam no CCBB, como recepção ou programa educativo, envie seu currículo para o [email protected] Quando houver um novo processo seletivo, você poderá ser chamada.”

Pergunta:

Carlos de Souza Teixeira:

Pergunta: Qual a proposta prática (ao menos uma) do CCBB para trazer pessoas pretas e periféricas para seus acervos? 

Resposta: o modelo de atuação do CCBB está pautado pela diversidade, regularidade e acesso à arte e a cultura.

A montagem da programação busca apresentar ao público artistas dos mais diversos segmentos e origens promovendo a difusão da produção cultural de forma plural. Entre outros exemplos de projetos com produções artísticas periféricas, podemos citar as exposições Vaievem e Ex-Àfrica; e os espetáculos teatrais Preto e Candeia.

Pergunta: Quem está preocupada(o) em atingir todos estes objetivos de cultura com aquela pessoa que está agora ali naquela esquina vendendo bala, ou aquela Mulher Preta que depois de fazer faxina na sua casa tem de pagar a conta de luz vencida a dois meses ou com aquele homem – que por desespero e desiquilíbrio – está ali agora morando debaixo do viaduto? 

Resposta: Assegurar a essas pessoas o direito à cultura é um dever do Estado estabelecido na Constituição de 1988. Infelizmente, como todas as ações que visam democratizar o acesso aos direitos fundamentais no Brasil são fruto de uma luta da sociedade para a sua efetivação. A rigor todas as pessoas deveriam ter garantido o direito a emprego, salário digno, moradia, saúde, cultura, educação. Quem está realmente preocupado com isso? A resposta deveria ser nós, a sociedade, e por conseguinte o Governo que escolhemos. Ainda não é assim. E só será com muita luta. Com governantes e representantes do Parlamento que realmente implementem e votem políticas públicas inclusivas e estruturantes ao lado daqueles que já estão comprometidos com uma sociedade mais justa. Enquanto não mudamos radicalmente esta situação podemos transformar nossos espaços em ambientes que estimulem essa mudança, sendo ao mesmo tempo acolhedores e transformadores. 
Pergunta:

Leonardo Gomes: Carlos, esse questionamento também tenho. Ainda mais sobre a “liberação” de internet “selecionada” pelas operadoras… em algumas voce tem um plano pre pago, mas libera o acesso livre à um app especifico… isso influência diretamente o consumo nesse nicho que é muito influenciado pelas 4 grandes operadoras de telefone que nós temos

Carlos de Souza Teixeira: É Leonardo Gomes, o prezão impera na população pobre e periférica, daí quando o volume de dados é alto a velocidade cai tornando impossível você fazer um tour virtual num museu ou mesmo assistir a um vídeo ou participar de uma live como esta. Concorda?

Resposta: A liberação de uma internet mais veloz para todos pode ser fruto de uma pressão que tenha como cosequência uma legislação, visando estimular o acesso a conteúdos culturais e educativos. O desafio da educação no Brasil hoje passa por aí. Esta briga não é fácil, mas todas as conquistas que já tivemos foram fruto de muita luta popular.

 

Pergunta:

Cynthia Wermelinger: A pandemia escancarou o fosso da desigualdade digital e a fala da Thainá foi fundamental para se pensar na gestão cultural junto à democratização do conteúdo digital para com a parcela da população sem internet ou com internet sem qualidade. Pergunta aos participantes: qual cuidado para não reproduzir o acesso virtual sempre para as mesmas pessoas que, além de já ser visitante presencial, tem o acesso digital?

Resposta: A desigualdade no Brasil é profunda e perpassa todos as áreas da sociedade. A questão colocada é importante e deve ser levada em conta quando da criação de conteúdos digitais para que eles possam ser acessados por ampla parcela da população. Um desafio que vai exigir de nós criatividade, resiliência e até mesmo capacidade de negociação com as próprias operadoras. O importante é estarmos sempre atentos e compromissados na ampliação e na democratização do acesso. 

 

Pergunta:

Rita Moraes: O que esperar dos investimentos na Cultura com o novo Governo?
Resposta: O novo Governo foi eleito já com o compromisso de resgatar o protagonismo da Cultura no processo de desenvolvimento do País. O primeiro ato deve ser a recriação de um Ministério específico para a área e volta da  Conferência Nacional da Cultura, o espaço democrático para que políticas públicas estruturantes sejam discutidas e implementadas.  Caberá a cada um de nós trabalhar para que essas políticas tenham um olhar cuidadoso e preferencial para os povos originários, para os grupos periféricos e demais segmentos da sociedade subalternizados. 
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