‘Semana da Consciência Negra’: Cultura negra é celebrada no Espaço Expressa

Fonte: Prefeitura de Jundiaí

Durante todo o dia de sábado (19), o Espaço Expressa foi palco de atividades em celebração à cultura negra. Entre contação de histórias, brincadeiras lúdicas para as crianças e rodas de samba, a população teve a oportunidade de aprender e se divertir. A ação foi promovida pela Unidade de Gestão de Cultura (UGC), com base nos editais CulturaMais e Cultura Negra. O evento está inserido no “Novembro Negro”, promovido pela Prefeitura de Jundiaí, por meio da Unidade de Gestão da Casa Civil e Assessoria de Políticas para Igualdade Racial.

Crianças puderam participar da atividade “Nossa história e nossas brincadeiras: amarelinha africana e descobrindo o som do tum tum do Togo”

A pequena Nina Flor, de oito anos, esteve presente na atividade “Nossa história e nossas brincadeiras: amarelinha africana e descobrindo o som do tum tum do Togo”, realizado pelo coletivo de mulheres #PretaEu. “Gostei muito de descobrir e participar da brincadeira do som. Hoje eu pude aprender várias coisas diferentes, como histórias, músicas e outros jogos”, contou a garota, que esteve acompanhada do irmão Valentim, da prima Yasmin e da mãe Tânia Manancero. “Trazer elementos lúdicos facilita a compreensão do tema e isso é muito importante, pois enriquece a cultura das crianças e elas podem aprender o respeito desde cedo”, comenta Tânia.

Para a coordenadora do evento e membro do Departamento de Cultura do município, Valéria de Paula Ignácio, as brincadeiras lúdicas de origem africana têm um grande poder de ensinar as crianças a aprender sobre culturas diferentes. “Isso possibilita uma abertura maior a ter o contato com o novo. Sendo assim, o respeito já é ensinado desde cedo e tem grande potencial de engajar as crianças na luta antirracista”, explica.

Nina Flor ficou encantada com os sons e aprendizados que teve neste sábado

As atividades continuam neste domingo (20), data de encerramento da Semana da Consciência Negra. O Espaço Expressa está localizado na avenida União dos Ferroviários, 1.760, Centro.

Confira a programação a seguir:
16h – “Nossa História e Nossas Brincadeiras: Terra-mar e Kakopi”– O Coletivo de mulheres #PretaEU de maneira ritmada e de forma divertida apresenta ao público um pouco das histórias de povos africanos, através dessas brincadeiras originadas em países da África.
17h30 – Maculelê – apresentação com Mestre Pássaro e alunos.
19h – “Roda de Capoeira” – apresentação com os integrantes da Associação de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim – Capoeira Regional
20h30 – Afrodizia – Show musical com a banda que é considerada hoje um dos grandes expoentes do reggae brasileiro no exterior trazendo em seu reggae muita personalidade e sotaque brasileiro.

Assessoria de Imprensa
Foto: Fotógrafo PMJ

 

Uepa promove semana do músico com oficinas, conferências e atrações culturais

Fonte: O liberal

 

A universidade receberá os Painéis da Funarte, com atividades sobre regência e prática de coro infantojuvenil

A Uepa também receberá no CCSE os Painéis da Fundação Nacional de Artes (Jader Paes / Agência Pará

 

Começa, nesta segunda (21) a IX Semana do Músico promovido pela Universidade do Estado do Pará (Uepa). Nesta edição, a proposta é relacionar a música com a diversidade e inclusão na Amazônia, oferecendo à comunidade acadêmica, interna e externa à Uepa, minicursos, palestras, oficinas, atrações musicais e o Painel Funarte. A programação vai até a próxima sexta (25). E para quem não puder acompanhar presencialmente, o evento será transmitido pelo canal do YouTube do CCSE.

No primeiro dia de evento haverá conferência sobre o tema “A educação como um direito de acesso a todas as pessoas”, dirigido pela professora Lia Braga Vieira. O professor Lucian José de Souza Costa coordenará a Oficina de Violão para Iniciantes, das 19 às 21 h, na sala 1211 do CCSE.

Paralelamente à programação, professores e convidados ministrarão minicursos, a fim de possibilitar que participantes tenham novas experiências e mais conhecimentos acerca da Música.

Diversas linguagens

Segundo a coordenadora do evento, professora Ana Maria de Castro Souza, a IX Semana do Músico é fundamental para a Universidade. “Quando você assiste a uma palestra, está recebendo conhecimentos positivos de várias áreas. São conhecimentos de música dentro da Universidade e dentro do curso”, ressaltou. A professora disse ainda que estar à frente do projeto é muito enriquecedor, e trará bons resultados, pois a abordagem tratará da música em diversas linguagens.

A Uepa também receberá no CCSE os Painéis da Fundação Nacional de Artes (Funarte), com atividades sobre regência e prática de coro infantojuvenil. A ação é uma parceria da Funarte com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio da Escola de Música, que leva o Painel a várias cidades brasileiras.

Serviço

O evento será transmitido pelo canal do CCSE no YouTube e também no Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE) – Universidade do Estado do Pará (Travessa Djalma Dutra, s/n – bairro do Telégrafo).

Confira as respostas das perguntas que foram feitas durante a aula aberta

Durante a aula aberta abrimos um espaço para interação dos alunos online e presenciais, no qual foram feitas perguntas pelos mesmos, por uma questão de horários nem todas foram respondidas no mesmo, mas separamos aqui as respostas para esses questionamentos, confira:

Pergunta: Laís Furtado: um sonho trabalhar no CCBB mesmo! será que no fim da aula poderiam falar um pouco sobre como funciona o ingresso?

Resposta: A administração do CCBB é composta por funcionários de carreira do Banco do Brasil. As seleções são internas e seguem as regras da empresa.

Caso queira trabalhar em umas das empresas terceirizadas que atuam no CCBB, como recepção ou programa educativo, envie seu currículo para o [email protected] Quando houver um novo processo seletivo, você poderá ser chamada.”

Pergunta:

Carlos de Souza Teixeira:

Pergunta: Qual a proposta prática (ao menos uma) do CCBB para trazer pessoas pretas e periféricas para seus acervos? 

Resposta: o modelo de atuação do CCBB está pautado pela diversidade, regularidade e acesso à arte e a cultura.

A montagem da programação busca apresentar ao público artistas dos mais diversos segmentos e origens promovendo a difusão da produção cultural de forma plural. Entre outros exemplos de projetos com produções artísticas periféricas, podemos citar as exposições Vaievem e Ex-Àfrica; e os espetáculos teatrais Preto e Candeia.

Pergunta: Quem está preocupada(o) em atingir todos estes objetivos de cultura com aquela pessoa que está agora ali naquela esquina vendendo bala, ou aquela Mulher Preta que depois de fazer faxina na sua casa tem de pagar a conta de luz vencida a dois meses ou com aquele homem – que por desespero e desiquilíbrio – está ali agora morando debaixo do viaduto? 

Resposta: Assegurar a essas pessoas o direito à cultura é um dever do Estado estabelecido na Constituição de 1988. Infelizmente, como todas as ações que visam democratizar o acesso aos direitos fundamentais no Brasil são fruto de uma luta da sociedade para a sua efetivação. A rigor todas as pessoas deveriam ter garantido o direito a emprego, salário digno, moradia, saúde, cultura, educação. Quem está realmente preocupado com isso? A resposta deveria ser nós, a sociedade, e por conseguinte o Governo que escolhemos. Ainda não é assim. E só será com muita luta. Com governantes e representantes do Parlamento que realmente implementem e votem políticas públicas inclusivas e estruturantes ao lado daqueles que já estão comprometidos com uma sociedade mais justa. Enquanto não mudamos radicalmente esta situação podemos transformar nossos espaços em ambientes que estimulem essa mudança, sendo ao mesmo tempo acolhedores e transformadores. 
Pergunta:

Leonardo Gomes: Carlos, esse questionamento também tenho. Ainda mais sobre a “liberação” de internet “selecionada” pelas operadoras… em algumas voce tem um plano pre pago, mas libera o acesso livre à um app especifico… isso influência diretamente o consumo nesse nicho que é muito influenciado pelas 4 grandes operadoras de telefone que nós temos

Carlos de Souza Teixeira: É Leonardo Gomes, o prezão impera na população pobre e periférica, daí quando o volume de dados é alto a velocidade cai tornando impossível você fazer um tour virtual num museu ou mesmo assistir a um vídeo ou participar de uma live como esta. Concorda?

Resposta: A liberação de uma internet mais veloz para todos pode ser fruto de uma pressão que tenha como cosequência uma legislação, visando estimular o acesso a conteúdos culturais e educativos. O desafio da educação no Brasil hoje passa por aí. Esta briga não é fácil, mas todas as conquistas que já tivemos foram fruto de muita luta popular.

 

Pergunta:

Cynthia Wermelinger: A pandemia escancarou o fosso da desigualdade digital e a fala da Thainá foi fundamental para se pensar na gestão cultural junto à democratização do conteúdo digital para com a parcela da população sem internet ou com internet sem qualidade. Pergunta aos participantes: qual cuidado para não reproduzir o acesso virtual sempre para as mesmas pessoas que, além de já ser visitante presencial, tem o acesso digital?

Resposta: A desigualdade no Brasil é profunda e perpassa todos as áreas da sociedade. A questão colocada é importante e deve ser levada em conta quando da criação de conteúdos digitais para que eles possam ser acessados por ampla parcela da população. Um desafio que vai exigir de nós criatividade, resiliência e até mesmo capacidade de negociação com as próprias operadoras. O importante é estarmos sempre atentos e compromissados na ampliação e na democratização do acesso. 

 

Pergunta:

Rita Moraes: O que esperar dos investimentos na Cultura com o novo Governo?
Resposta: O novo Governo foi eleito já com o compromisso de resgatar o protagonismo da Cultura no processo de desenvolvimento do País. O primeiro ato deve ser a recriação de um Ministério específico para a área e volta da  Conferência Nacional da Cultura, o espaço democrático para que políticas públicas estruturantes sejam discutidas e implementadas.  Caberá a cada um de nós trabalhar para que essas políticas tenham um olhar cuidadoso e preferencial para os povos originários, para os grupos periféricos e demais segmentos da sociedade subalternizados. 

Assista a gravação da Aula Aberta do MBA em Gestão e Produção Cultural no CCBB RJ

A ABGC/UniMais e o CCBB RJ realizaram no dia 05/11, das 10:30 às 12:30 a Aula Aberta do MBA em Gestão e Produção Cultural com o tema: Como as novas tecnologias antecipam futuros na produção e no consumo cultural?”

Palestrantes: Sueli Voltarelli, Gerente Geral do CCBB Rio; Pieter Tjabbes, da Artunlimited; Thayná Trindade Assistente de Curadoria do Museu de Arte do Rio;  Leonardo Menezes, da Guaraná Conteúdo; e Clariza Rosa, Comunicadora e Co-fundadora da SILVA.

Confira as respostas das perguntas que foram feitas durante a aula aberta

Preencha o formulário abaixo para ter acesso a gravação da aula:

     

    Lula diz que ter medo de cultura é temer liberdade e promete retomar ministério

    Photo Press/Folhapress – SÃO PAULO, SP, 30.10.2022 – LULA-SP: Lula (PT) concede seu primeiro discurso após ter sido eleito como presidente da República, em São Paulo, na noite deste domingo. (Foto: Saulo Dias/Photo Press/Folhapress)

    Por: FOLHAPRESS

    Via: Acessa.com

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em seu discurso de vitória, na avenida Paulista, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva voltou a prometer o restabelecimento do Ministério da Cultura no país.

    “Eu quero que vocês saibam que vamos recuperar o Ministério da Cultura e vamos criar comitês estaduais de cultura para que a cultura se transforme numa coisa a que todo mundo tenha acesso, para que a cultura se transforme numa indústria de produzir emprego e de gerar renda”, ele disse.

    Numa fala que rebate o combate à cultura que esteve no cerne do governo Bolsonaro, com a desidratação da Lei Rouanet, tentativas de censura em editais públicos e um discurso de ódio à cultura, incendiado pela guerra cultural encampada por apoiadores do atual presidente, Lula comparou o respeito à cultura ao respeito à democracia.

    “Quem tem medo de cultura é quem não gosta do povo e não gosta de liberdade, é quem não gosta de democracia, e nenhuma nação do mundo será uma verdadeira nação se não tiver liberdade cultural. O país vai recuperar a sua cultura.”

     

    Fonte: https://www.acessa.com/cultura/2022/10/106127-lula-diz-que-ter-medo-de-cultura-e-temer-liberdade-e-promete-retomar-ministerio.html

    MÓDULO DE EXTENSÃO Nº 4 – GESTÃO DE RISCOS – SEGURANÇA EM MUSEUS

    Estão abertas as inscrições para o quarto módulo do MBA em Gestão de Museus e Inovação SP – UniMais | ABGC | EXPOMUS | Museu da Língua Portuguesa de São Paulo.

    Confira a agenda do curso abaixo:

    WORKSHOP – “Sistemas de segurança patrimonial” – Luis Marcatto – Coordenador do Núcleo de Operações e Infraestrutura

    Visita técnica – Clé Reserva Contemporânea

    AULA I – Plano de emergência e prevenção de riscos – Profa. Dra. Katia Moreira

    AULA II – Sistemas técnicos de monitoramento e controle de sinistros – Prof. Dr. Gerardo Portela

    AULA III – Cultura da segurança: acervos, metadados e sistemas de informação – Prof. Dr. Alexandre Matos

    WEBINAR – Desafios contemporâneos da segurança patrimonial – Profa. Juliana Saft

    AULA IV – Protocolos de saúde pública e de emergências sociais – Prof. Eduardo Carvalho

    Local de realização online: plataforma Zoom

    Local de realização presencial: Museu da Língua Portuguesa de São Paulo

    Carga horária total: 16h

    Investimento:

    •Presencial: R$1.474,00

    •Online: R$875,00

     

    Inscreve-se no formulário abaixo:

      Museu de Arte do Rio recebe evento para discutir violência contra mulher

      Via: Correio Brasiliense

       

      Festival reúne nomes como os das escritoras Eliana Alves Cruz e Ana Maria Gonçalves para refletir sobre temas ligados à violência contra a mulher

      (crédito: Divulgação)

      O Museu de Arte do Rio de Janeiro recebe, neste sábado (24/9), a primeira edição do ECOAR – Festival de Ativismo para Enfrentamento da Violência Sexual. O evento é promovido pelo Festival Shamelesss!, que reuniu, em 2021, em Londres, artistas, pesquisadores e ativistas para debater sobre violência sexual.

      A programação inclui 12 horas de encontros e debates com nomes como os das escritoras Ana Maria Gonçalves, Amora Moire, Eliana Alves Cruz e Paloma Franca. Um total de 50 convidados participam do encontro, que tem ainda um espaço dedicado às crianças, com contação de histórias, barracas de comidas feitas por mulheres que integram projetos da Região Portuária e da Maré.

      MASP LANÇA VÍDEO DOCUMENTAL SOBRE PROJETO DE RESTAURO DE OBRAS DE FRANS HALS

      Via: Das Artes

      Por: Redação Das Artes

       

      Frans Hals, Maria Pietersdocheter Olycan, 1638 | FOTO: Pedro Campos e Elizabeth Kajiya

       

      O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, com patrocínio da multinacional holandesa AkzoNobel, fabricante de tintas e revestimentos, dá continuidade ao projeto de análise e restauro de três obras do pintor holandês Frans Hals (1581-1666), com o lançamento do primeiro vídeo documental sobre o processo. Pertencentes ao acervo do MASP, os trabalhos são datados da década de 1630 e foram doados ao museu em conjunto em 1951.

      A produção audiovisual compreende a primeira fase do projeto, que consiste em pesquisas bibliográficas e de imagens para estudar as obras em termos materiais, através de procedimentos como a radiografia, reflectografia no infravermelho e a macro varredura por fluorescência de raios-x. O vídeo é conduzido por depoimentos de especialistas sobre as técnicas de análise, e estará disponível no YouTube, site e redes sociais do MASP a partir da data de lançamento.

      Segundo Sofia Hennen, conservadora adjunta do MASP, “as obras formam um conjunto com alto valor patrimonial, histórico e artístico. Hoje, elas apresentam alguns problemas causados por processos antigos de restauro. É possível observar repintes e vernizes antigos oxidados e escurecidos que comprometem o aspecto das obras”. Portanto, está sendo feito um tratamento principalmente estético para melhorar a apreciação das obras e deixá-las mais próximas à intenção original do artista.

      O projeto, que acontece ao longo de 2022, é realizado em parceria com o Museu Frans Hals, da Holanda, e com duas instituições brasileiras: o Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP) e o Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ). E está sendo acompanhado por um comitê científico internacional, composto por especialistas de diferentes instituições , para discutir os tratamentos propostos e aconselhar a equipe durante o processo.

      A conservadora-restauradora holandesa Liesbeth Abraham, do Museu Frans Hals, também acompanha o projeto, contribuindo com seu conhecimento sobre a técnica pictórica do artista e sobre o diagnóstico da obra. Além disso, ajuda a determinar o tratamento de conservação e restauro mais adequado.

      SÉCULO DE OURO DOS PAÍSES BAIXOS

      O holandês Frans Hals, reconhecido pela pintura de retratos e de gênero, é um dos expoentes do chamado Século de Ouro dos Países Baixos. Ele retratou principalmente a burguesia holandesa, em especial os cidadãos de Haarlem, cidade onde morava. Um dos cenários mais comuns para os retratos eram os casamentos, como é o caso de duas pinturas que pertencem ao acervo do MASP: “Maria Pietersdochter Olycan” e “O Capitão Andries van Hoorn”, casal de influentes burgueses de Haarlem. Hals também pintava com frequência membros da guarda civil, e o terceiro retrato do acervo do MASP, intitulado “Oficial sentado”, provavelmente pertence a esse grupo. Os trabalhos são datados da década de 1630 e adquiridos pelo museu em 1951.

      O projeto patrocinado pela AkzoNobel tem como objetivo pesquisar a técnica e a história material dessas obras. Com base nisso, realiza um tratamento bem fundamentado histórica e cientificamente. O comportamento ao longo do tempo dos materiais é importante na conservação e restauro. Por isso, existe um grande interesse da parte dos conservadores no desenvolvimento tecnológico das tintas.

      “Como especialistas em tintas e revestimentos desde 1792, sabemos a importância da fidelidade de cor na pintura artística, e também à nossa volta. Estamos sempre inovando em produtos e técnicas de aplicação para gerar resultados consistentemente precisos e duradouros, de forma mais sustentável. Por isso, estamos muito contentes em participar desse projeto no Brasil”, comenta Daniel Geiger Campos, presidente da AkzoNobel América Latina.

      E essa não é a primeira incursão da empresa nesse tipo de iniciativa. A AkzoNobel é parceira, por exemplo, do estúdio de restauração do Museu Van Gogh desde 2013. Também colabora com o Rijksmuseum desde 2010. A empresa forneceu ao museu holandês aproximadamente 8 mil litros de tinta ao longo de sua reforma de dez anos e, atualmente, é a sua principal parceira na chamada Operação Night Watch, o maior e mais abrangente projeto de pesquisa e restauro da história da famosa obra The Night Watch (1642), de Rembrandt.

      FASES DO PROJETO

      O projeto de conservação e restauro das três obras de Frans Hals é realizado em duas fases. A primeira incluiu um conjunto de análises científicas que apontou elementos relevantes sobre a técnica do pintor e permitiu um diagnóstico detalhado, fundamental para a elaboração de uma proposta de tratamento adequada. Procedimentos como a radiografia e a reflectografia no infravermelho, realizadas pelo Instituto de Física da USP, permitem revelar características importantes das pinturas, muitas vezes invisíveis a olho nu, como o desenho preparatório e as modificações durante a realização das obras.

      Já a macro varredura por fluorescência de raios-x, realizada pelo Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), permite escanear toda a superfície da obra e identificá-la ponto a ponto. Essa técnica revela os componentes da pintura e ajuda a compreender a técnica pictórica, além de indicar retoques e repintes realizados ao longo do tempo.

      O conjunto das análises irá apontar elementos interessantes sobre a técnica de Frans Hals e, também, possibilitará a realização de um diagnóstico detalhado, fundamental para a elaboração de uma proposta de tratamento adequada. A segunda fase consiste, por fim, em realizar os tratamentos de conservação e restauro das obras, levada a cabo pela equipe do MASP, junto à conservadora-restauradora do Museu Frans Hals, Liesbeth Abraham. Após a conclusão do projeto, as três obras serão expostas nos cavaletes de vidro com acesso a todos os públicos do museu.

      VEJA O VÍDEO ABAIXO:

      Museu da CIA: por dentro da coleção mais secreta do mundo

      Por: Gordon Corera
      Da BBC News em Langley, nos EUA

       

      POOL/GETTY IMAGES
      Legenda da foto,
      Um pequeno grupo de jornalistas, incluindo a BBC, teve acesso exclusivo ao local

       

      Essa é provavelmente a coleção mais incomum — e exclusiva — do mundo, repleta de artefatos que moldaram a história. Mas suas portas estão firmemente fechadas ao público.

      No local é possível ver itens como a arma encontrada com Osama bin Laden quando ele foi morto ou a jaqueta de couro de Saddam Hussein.

      Bem-vindo ao museu secreto da CIA, a agência de inteligência dos EUA.

      Localizada dentro da sede da CIA em Langley, no Estado da Virgínia, a coleção acaba de ser renovada para marcar o 75º aniversário da agência.

      Um pequeno grupo de jornalistas, incluindo a BBC, teve acesso exclusivo ao local — com uma escolta de segurança constantemente ao lado dos repórteres.

      Entre os 600 artefatos em exibição é possível encontrar o tipo de dispositivo de espionagem que se espera da Guerra Fria: um ‘rato morto’ no qual mensagens podem ser escondidas, uma câmera secreta dentro de um maço de cigarros, um pombo com sua própria câmera espiã e até um copo de martini explosivo.

      Mas também há detalhes sobre algumas das operações mais famosas e até recentes da CIA. Em exibição está uma maquete em escala do complexo em que Osama bin Laden foi descoberto e morto no Paquistão. O então presidente dos EUA, Barack Obama, viu o modelo antes de aprovar o ataque que matou o líder da Al-Qaeda em 2011.

      Fotografia colorida mostra uma maquete com um complexo de predios baixos e muros

      CRÉDITO,CENTRAL INTELLIGENCE AGENCY

      Legenda da foto,Esta maquete do complexo de Abbottabad foi usada para o briefing do presidente Barack Obama sobre a operação que levou à morte de Osama bin Laden

      “Ser capaz de ver as coisas em 3D realmente ajudou os formuladores de políticas e nossos operadores a planejar a missão”, explica Robert Z Byer, diretor do museu, que guiou o passeio para os jornalistas.

      Em 30 de julho deste ano, um míssil dos EUA atingiu outro complexo, desta vez na capital afegã, Cabul. O alvo era o novo líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri. E a exposição mais recente, cujo sigilo acabou de ser levantado, é um modelo do complexo usado para informar o presidente Joe Biden em 1º de julho de 2022 sobre a missão proposta. Zawahiri foi atingido enquanto estava na sacada. A CIA passou meses estudando seus movimentos.

      “Isso mostra como os agentes antiterroristas observam os hábitos do alvo”, explica Byer.

      A primeira metade do museu está em ordem cronológica: desde a fundação da CIA, em 1947, até a Guerra Fria; com os ataques de 11 de setembro de 2001 como um claro momento de mudança para o foco no combate ao terrorismo. Alguns dos itens em exibição foram doados por parentes de pessoas que morreram nos ataques.

      O público do museu é a própria equipe da CIA e visitantes oficiais convidados ao complexo.

      As coleções não se concentram apenas nos sucessos. Há uma seção sobre o fiasco da Baía dos Porcos, quando uma missão americana para derrubar Fidel Castro em Cuba deu muito errado. Também há referências ao fracasso da CIA na tentativa de encontrar armas de destruição em massa no Iraque.

      “Este é um museu operacional. Agentes da CIA exploram nossa história, tanto boa quanto ruim”, diz Byer. “Garantimos que nossos agentes entendam sua história. Temos que aprender com nossos sucessos e nossos fracassos para sermos melhores no futuro.”

      Fotografia colorida mostra entrada do museu da CIA, com diversas imagens e textos na parede

      CRÉDITO,CENTRAL INTELLIGENCE AGENCY

      Legenda da foto,A entrada do museu apresenta os temas abrangentes das exposições: contra-inteligência, parcerias, análise, coleta clandestina de dados e operações secretas.

      Alguns dos aspectos mais controversos do trabalho da CIA são menos visíveis — por exemplo, sua operação conjunta de 1953 com o MI6, a agência de inteligência britânica, para derrubar um governo democraticamente eleito no Irã. Também não há referências ao envolvimento mais recente na tortura de suspeitos de terrorismo após 2001.

      Fotografia colorida mostra um modelo de submarino destruído dentro de uma caixa de vidro

      CRÉDITO,CIA/DIVULGAÇÃO

      Legenda da foto,O modelo do submarino K-129 afundado foi criado pela CIA durante o ‘Project Azorian’

      ‘Não podemos confirmar nem negar’

      A segunda metade do museu concentra-se em detalhes em algumas operações específicas.

      A frase “não podemos confirmar nem negar” é familiar para jornalistas que escrevem sobre agências de inteligência. Suas origens estão em uma história detalhada no museu, que usa itens nunca exibidos antes.

      No final da década de 1960, um submarino da União Soviética foi perdido em algum lugar no fundo do oceano. Depois que os EUA o localizaram, a CIA trabalhou com o bilionário Howard Hughes para tentar recuperar os destroços — e a tecnologia a bordo.

      A informação divulgada para disfarçar a operação era que o bilionário iria minerar o fundo do oceano usando um navio chamado Glomar Explorer. O museu contém um modelo do submarino soviético, bem como roupas, cinzeiros e malas criadas para manter o disfarce do Glomar. Há até uma peruca usada pelo vice-diretor da CIA para se disfarçar durante uma visita ao navio.

      Fotografia colorida mostra um macacão azul no qual está escrito 'Glomar' e bandeiras dentro de uma caixa de vidro

      CRÉDITO,CENTRAL INTELLIGENCE AGENCY

      Legenda da foto,Vários dos artefatos são exemplo de quão longe a CIA foi para disfarçar a missão de ‘resgate’ do submarino russo

      A missão foi apenas parcialmente bem-sucedida, porque o submarino se partiu quando as garras de aço do Glomar tentaram trazê-lo para a superfície. Algumas partes, no entanto, foram recuperadas.

      “A maior parte do que eles encontraram a bordo daquele submarino ainda é confidencial até hoje”, diz Byer.

      Quando surgiram as notícias sobre que era conhecido como “Project Azorian”, as autoridades foram instruídas a dizer que não podiam “não confirmar nem negar” o que havia acontecido — uma frase conhecida como “resposta Glomar” e ainda usada amplamente por autoridades.

      Há também itens usados para construir a reportagem sobre o filme falso Argo, produção de cinema que não existia e foi “inventada” para que uma equipe da CIA viajasse ao Irã disfarçada de equipe de produção. A mentira permitiu o resgate de diplomatas ilhados no Irã após a revolução de 1979.

      A história depois inspirou um filme de verdade produzido por Hollywood, lançado em 2012.

      No museu, a arte conceitual do filme falso de 1979 está em exibição. A arte foi projetada para ser deliberadamente difícil de decifrar.

      Falando em decifrar, o teto do museu também contém mensagens ocultas em diferentes tipos de código.

      O plano, dizem os funcionários da CIA, é compartilhar as imagens com o público nas redes sociais para ver se as pessoas conseguem decifrá-las. Alguns dos itens em exibição também devem ficar disponíveis para visualização online.

      Isso vai ser o mais próximo que a maioria das pessoas poderá chegar deste museu.

      Após quase 10 anos fechado, Funarj promete reabrir o Museu Carmen Miranda

      Via: Band

      Por: Amanda Martins

      Espaço abriga mais de 3 mil peças, entre trajes de shows e filmes e itens pessoais da artista

      Museu foi fechado em 2013 para se adaptar a normas de segurança
      Reprodução/Funarj

      Após quase 10 anos fechado, a promessa da Funarj é de reabrir o Museu Carmen Miranda, no Flamengo, na Zona Sul do Rio. O espaço abriga um acervo de mais de 3 mil peças. Entre elas, trajes de shows e filmes, além de itens pessoais como a roupa que Carmen Miranda usou no dia em que foi homenageada com uma estrela na calçada da fama.

      Para a sobrinha da artista, Maria Paula Richaid, a obra de Carmen Miranda precisa se manter viva na memória dos brasileiros.

      O museu foi criado em 1956, mas só foi inaugurado oficialmente 20 anos depois. O espaço foi fechado em 2013 para se adequar às novas normas de segurança. Nesse tempo, alguns itens foram danificados e estão pausando por uma restauração para que possam voltar a ser expostos.

      O musicólogo, Ricardo Cravo Albin, explica a importância da artista brasileira mais famisa no exterior.

      Atualmente, quem deseja ver uma das peças icônicas da artista precisa viajar até a cidade portuguesa onde ela nasceu em uma exposição aberta pelos 67 anos da morte de Carmen Miranda. A Funarj negocia ainda o empréstimo de itens para outros espaços culturais como o Museu da Imagem e do Som que deve ser inaugurado em 2023.