Lula reajusta bolsas de pesquisa: “A gente vai fortalecer outra vez a educação”

Os valores não eram atualizados desde 2013

Fonte: Cultura Uol

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou na tarde desta quinta-feira (16) o reajuste de 40% nas bolsas de pós-graduação.

“É importante vocês saberem que a gente vai fortalecer outra vez a educação, a começar do ensino fundamental, a começar do ensino básico, da creche à universidade. É proibido neste governo tratar [como] gasto dinheiro que vai para educação, dinheiro que vai para bolsa, dinheiro que vai para cuidar da saúde” disse Lula.

O mestrado e doutorado terão variação de 40%. No caso do primeiro, o valor sairá de R$ 1.500 para R$ 2.100. Já no segundo, de R$ 2.200 para R$ 3.100. Nas bolsas de pós-doutorado, o acréscimo será de 25%, com um aumento de R$ 4.100 para R$ 5.200.

Os valores das bolsas de pesquisa estavam congelados havia 10 anos. O reajuste foi uma promessa de campanha de Lula nas eleições de 2022.

A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, também participou da cerimônia. No evento, ela criticou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro em relação à ciência

“A política negacionista do governo anterior asfixiou a ciência brasileira. Sucessivos cortes somados aos bloqueios de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico promoveram um apagão e colocaram a ciência brasileira à beira do precipício”, afirmou Luciana.

Brasil lança lista de objetos culturais com risco de serem traficados

Lançamento da Red List Brasil teve participação da ministra da Cultura

Via: Agencia Brasil

Lançamento da Red List no Museu da Língua Portuguesa — Foto: JN

O Conselho Internacional de Museus (Icom) lançou na noite desta terça-feira (14), no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, a Red List Brasil, ou Lista Vermelha, uma publicação que reúne os objetos culturais mais sujeitos à retirada ilícita do país e de comercialização ilegal no mercado internacional. Com isso, o Brasil se torna o 20º país ou região a ter uma Red List de Objetos Culturais em Risco.

O lançamento da Red List Brasil contou com a participação da ministra da Cultura Margareth Menezes, evento que marcou a sua primeira agenda pública em São Paulo, desde que tomou posse. “Esse é um dos maiores desafios: combater o tráfico ilícito dos nossos bens culturais”, disse a ministra, durante o evento. Segundo ela, esse tipo de tráfico é um dos que mais movimenta dinheiro no mundo.

“A frequência com que os bens culturais brasileiros são ilegalmente retirados do país, além de suas especificidades, justificou a elaboração da Red List Brasil. O Brasil ocupa o 26ª lugar na lista de países com maior número de objetos culturais roubados e tem uma taxa de recuperação extremamente baixa. O tráfico ilícito de bens culturais é um prejuízo imenso para o Brasil porque mexe com o testemunho do processo civilizatório do nosso povo. Cuidar da memória e fortalecer nossa história é um registro do mapa da nossa evolução cultural”, disse.

O banco de dados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) listou 974 bens culturais brasileiros que são procurados após terem sido roubados ou furtados. Dessa lista, apenas 48 foram recuperados.

Red Lists

As Red Lists, ou Listas Vermelhas, são publicadas desde 2000 pelo Icom e detalham categorias de bens culturais que são ameaçados de extinção em todo o mundo. Segundo Emma Nardi, presidente global da Icom, a publicação não é uma lista de objetos roubados, mas apresentam tipologias de obras sob risco de tráfico, que são descritos e ilustrados por fotografias. Essas imagens auxiliam os agentes fiscalizadores a identificar possíveis movimentações ilegais.

“As Listas Vermelhas são ferramentas que ilustram categorias dos bens culturais mais vulneráveis de cada país. A publicação dessas listas ajuda as autoridades a identificar os objetos em risco e a evitar que eles sejam vendidos ou exportados ilegalmente”, explicou Anauene Dias Soares, especialista no combate ilícito de bens culturais e coordenadora técnica da publicação. “Para termos um objeto inserido na Lista Vermelha ele precisa ser identificado em uma lista de tipologias e de bens culturais protegidos por legislação nacional e internacional”.

Até este momento, foram publicadas listas para algumas regiões como Sudeste Europeu e África, além de países como China, Peru, Afeganistão, Colômbia, Haiti, Iraque e Síria. Antes do Brasil, a última edição havia sido dedicada à Ucrânia, em função da invasão russa e aumento do risco de pilhagem.

“Para fazer a Red List é importante saber se o país tem uma legislação potente. Só se pode colocar em uma Red List um objeto que esteja protegido. A legislação brasileira é bastante robusta, mas o Brasil é um país de dimensão continental e de fronteira muito porosa. Depois, é preciso entender que existe um tráfico e um interesse no mercado e só então começamos a fazer um mapeamento do que seriam as categorias”, disse Roberta Saraiva Coutinho, que ajudou a elaborar a Red List Brasil.

Red List Brasil

No Brasil, a Red List, que durou oito anos para ser feita, incluiu cinco categorias que são mais visadas pelos traficantes: arqueologia; arte sacra e religiosa; objetos etnográficos; paleontologia; e livros, documentos, manuscritos e fotografias. Cada uma dessas categorias contém imagens que ilustram objetos que poderiam atrair traficantes tais como cocares indígenas, urnas funerárias pertencentes a comunidades indígenas, objetos rituais de origem africana e uma escultura em terracota de Nossa Senhora da Conceição.

Entre esses objetos listados também está a primeira edição do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. “A Lista Vermelha Brasil é um reconhecimento dos riscos da nossa região, mas também do reconhecimento e visibilidade da diversidade e riqueza do patrimônio brasileiro”, disse Renata Mota, diretora executiva do Museu de Língua Portuguesa e presidente do Icom Brasil.

A Lista Vermelha brasileira apresenta, pela primeira vez, histórias em quadrinhos e objetos de paleontologia, como fósseis. “É uma lista muito inovadora porque traz uma categoria só de bens paleontológicos. Essa é a primeira vez que isso aparece em uma Red List. E também temos três itens de origem africana na categoria de arte sacra, entre eles, uma escultura de Xangô. Inclusive, incluímos materiais bibliográficos, que são bens muito traficados e também fazem parte da nossa lista. As histórias em quadrinhos são também uma grande inovação, que até hoje não haviam entrado nas Red Lists”, disse Anauene Dias Soares.

A Lista Vermelha brasileira foi lançada nos idiomas português e inglês e, em breve, deverá ser lançada também em espanhol, sueco e francês. A edição brasileira, disse Roberta Saraiva Coutinho, foi considerada uma das mais bonitas. “Ela espelha o nosso patrimônio”.

A publicação será distribuída às autoridades policiais e alfandegárias do mundo todo para que elas consigam identificar as peças brasileiras mais ameaçadas pelo tráfico.
 

Edição: Fábio Massalli

Inscrições Abertas para o Curso Online: RedList e o Combate ao Tráfico Ilícito de Bens Culturais

Estão abertas as inscrições para o curso online “RedList e o Combate ao Tráfico Ilícito de Bens Culturais”. Este curso gratuito se dará de maneira assíncrona, com a liberação das aulas às quartas-feiras, a partir de 04 de outubro de 2023, na plataforma ABGCFLIX.

O que é a RedList e Por que é Importante?

A RedList, uma iniciativa do Conselho Internacional de Museus (ICOM), é um documento crucial que identifica quais bens culturais brasileiros estão em risco de serem traficados ilegalmente. Ela é uma ferramenta essencial para a preservação do patrimônio cultural do Brasil, incluindo categorias inovadoras, como bens etnográficos e paleontológicos. Este curso tem como objetivo informar, orientar e divulgar a importância da RedList e do combate ao tráfico ilícito de bens culturais.

Detalhes do Curso Online:

  • Início das Aulas: 04 de outubro de 2023.
  • Término das Aulas: 29 de novembro de 2023.
  • Liberação das Aulas: Quartas-feiras.

Conteúdo do Curso:


MÓDULO II – RED LIST NO BRASIL – Apresentação sobre a Red List brasileira e como se deu a sua elaboração, a partir das normas, categorias dos bens culturais e de acordo com o posicionamento político e estratégico do Brasil frente a proteção do seu patrimônio cultural.

      • Aula 1 – Elaborando a Red List brasileira: normas, categorias dos bens culturais de acordo com o posicionamento político e estratégico do Brasil frente a proteção do seu patrimônio cultural: Profa. Anauene Soares (1:30h)
      • Aula 2 – Red List brasileira e Interpol: Tiziano Coiro (Carabinieri/Itália) (1h)
      • Aula 3 – Red List brasileira e relações institucionais no Brasil: (docente a confirmar) (1h)
      • Aula 4 – Concluindo a Red List brasileira: Profa. Anauene Soares (30 min)

MÓDULO III – ESPECIALISTAS – Apresentação das categorias/tipologias dos bens culturais em risco para o tráfico ilícito no Brasil elegidos pelos especialistas e que compõem a Red List brasileira.

      • Aula 1- Introdução geral: Profa. Anauene Soares (30 min)
      • Aula 2 – Arte Sacra: Prof. André Macieira (IPHAN) (30 min)
      • Aula 3 – Paleontologia: Prof. Herminio Ismael de Araújo (UERJ) (30 min)
      • Aula 4 – Arqueologia: Prof. Ms. Herbert M. Rego (IPHAN) (30 min)
      • Aula 5 – Etnologia: Profa. Carla Gilbertoni (MAE) (30 min)
      • Aula 6 – Bens bibliográficos: Prof. Alex da Silveira (FBN) (30 min)

MÓDULO IV – RECOMENDAÇÕES – Recomendações finais e gerais de combate ao tráfico ilícito de bens culturais a partir do estudado e praticado na Red List.

      • Aula 1 – Apresentação das Recomendações – Profa. Anauene Soares (30 min)
      • Aula 2 – UNESCO: Sunna Altnoder, Diretora da Unidade de Bens Moveis e Museus (1h)
      • Aula 3 – UNIDROIT: Diretora Marina Schneider (1h)
      • Aula 4 – ICOM Brasil: Profas. Roberta Coutinho e Renata Motta (30 min)

As inscrições estão abertas agora! Para se matricular neste curso essencial para a preservação do patrimônio cultural brasileiro, visite este link.

Não perca a oportunidade de se envolver na proteção do nosso patrimônio cultural e aprender com especialistas neste campo vital. Junte-se a nós nesta jornada de preservação e conscientização.

Projeto quer preencher o Centro do Rio com arte e cultura

Por: Carmélio Dias e Luiz Ernesto Magalhães

Via: O Globo

 

Deserto. Trecho da Rua Primeiro de Março com todas as lojas fechadas: área está incluída em projeto da prefeitura – Foto: Guito Moreto

O movimento de pedestres em vaivém contrasta com a árida paisagem formada por portas de aço fechadas que exibem cartazes com anúncios de aluguel ou venda do imóvel. O cenário é comum no centro do Rio. Em alguns trechos, um pedestre mais distraído pode até achar que é feriado ou fim de semana, tantas são as lojas fechadas. Para tentar estimular a reabertura desses pontos comerciais — e acelerar a revitalização do bairro —, a prefeitura do Rio lançou, ontem, um programa que promete subsidiar os aluguéis comerciais no quadrilátero delimitado pela Praça Pio X (Candelária), a Avenida Rio Branco, a Rua da Assembleia e a Rua Primeiro de Março.

Pelo programa, todas as ruas dentro desse perímetro serão contempladas com uma ajuda, paga pelo município, no valor de R$ 75 por metro quadrado alugado até o limite de 192 metros quadrados por imóvel para abertura de negócios voltados ao setor artístico-cultural. No caso do benefício máximo, o valor transferido pelos cofres públicos chegará a R$ 14,4 mil para cada proprietário que se inscrever no edital de chamamento público, divulgado ontem.

Os eventuais inquilinos dos espaços arcarão com a diferença no valor de locação. A iniciativa é fruto de uma articulação entre a Secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação e a Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPAR).

— Escolhemos trechos do Centro que sempre tiveram vocação comercial e estão ociosos. Queremos oferecer estímulos para reativar atividades, inclusive com ateliês e ações ligadas à área artística e cultural — disse o secretário Chicão Bulhões.

A ideia é que a ajuda, a fundo perdido, seja oferecida por até quatro anos. Um mapeamento inicial do município estimou que pelo menos 90 estabelecimentos na área delimitada para o programa estariam aptos a participar, o que projeta uma despesa mensal de R$ 1,296 milhão para a prefeitura. Há exigência de que os prédios sejam exclusivamente comerciais, todas as lojas beneficiadas sejam no térreo e tenham frente ou acesso voltados para a via pública.

Complemento ao Reviver

O edital estabelece o foco em atividades culturais. Segundo o prefeito Eduardo Paes, isso se deu pelo fato de esse tipo de empreendimento geralmente funcionar também nos fins de semana e não apenas nos dias úteis, o que pode atrair mais gente ao Centro fora do horário comercial. O programa complementaria, assim, o projeto Reviver Centro, que tenta atrair, com inventivos fiscais, investidores interessados em construir imóveis residenciais ou converter os comerciais em moradias, aproveitando a infraestrutura ociosa da área.

O programa será implementado em duas etapas. Na primeira fase, o município abriu o cadastramento, pelo prazo de 45 dias a contar de ontem, para proprietários de imóveis — pessoas físicas ou jurídicas, individualmente ou em grupo — interessados em participar do projeto. Serão admitidos apenas aqueles que não tenham pendências com o pagamento de impostos, inclusive IPTU. O edital está disponível para consulta em

https://www.rio.rj.gov.br/web/cdurp_portomaravilha.

Num segundo momento, previsto para ser iniciado já na próxima semana, será aberta a inscrição para candidatos a ocupar esses imóveis. As regras ainda serão divulgadas. Existe a possibilidade de que sejam liberados recursos também para a reforma das lojas a serem alugadas, mas a proposta ainda está em estudo.

O subsídio oferecido pelo município pode representar até metade do valor de mercado para locação de imóveis comerciais na região com as características previstas no edital.

— Em média, o custo de locação nessa área depois da pandemia está em R$ 150 por metro quadrado. Mas pode cair para R$ 100 ou chegar a R$ 200. A ideia é boa, mas o município tem que adotar mecanismos que evitem uma inflação artificial dos custos de locação. E também exigir do locatário garantias como faixas de horários em que se comprometa a manter a atividade aberta para garantir o sucesso do investimento — avalia o empresário Cláudio Castro, proprietário da Sérgio Castro Imóveis.

O arquiteto e urbanista Sérgio Magalhães elogia a proposta, mas faz algumas ressalvas:

— Em tese, a ideia de ter um protagonismo da prefeitura para estimular atividade econômica e privilegiar artes e cultura é muito boa. Mas é necessário atuar não apenas em relação ao comércio, que está fechado por causa da pandemia. Há pontos do Centro que são ótimos, importantes e tradicionais da cidade, em que as atividades cessaram por pura e vergonhosa especulação imobiliária dos donos. Este é o caso da Rua da Carioca, onde comerciantes foram despejados e nada foi aberto nos pontos.

Enquanto o projeto não deslancha, o cenário é desanimador para quem já viu, em tempos não muito distantes, o comércio fervilhante daquela região da cidade.

— Eu já tive 14 funcionários, hoje somos eu e meu filho tocando o negócio. Praticamente todos os vizinhos fecharam. Eu resisto porque estou aposentado e tenho alguma esperança de que as coisas ainda vão melhorar, mas não está nada fácil — disse Jorge Vasconcelos, de 58 anos, proprietário de uma papelaria no trecho da Rua Buenos Aires entre a Avenida Rio Branco e a Rua da Quitanda. — Ainda tem muita empresa trabalhando em regime híbrido, e isso deu uma esvaziada grande no Centro, é visível. Espero que depois do carnaval isso mude.

À espera do Movimento

Em alguns pontos, como na Travessa do Ouvidor, das 13 lojas com frente para a rua, oito estão fechadas, entre elas o tradicional restaurante popular Esquimó, que funcionou por 60 anos no número 36 da via. A cena se repete na Primeiro de Março, onde, das 17 lojas entre o Beco dos Barbeiros e a Rua do Ouvidor, nada menos que dez estão fechadas.

— Fizemos uma aposta e viemos para cá depois da pandemia. Acreditamos que o movimento voltaria, mas a verdade é que às vezes passa meia hora sem que ninguém entre na loja — lamenta Janaine Garcez, de 43 anos, proprietária de um mercado de produtos de limpeza.

Conheça Márcio Tavares, historiador que será o braço-direito de Margareth Menezes na Cultura

Margareth e o historiador Márcio Tavares Reprodução

Margareth Menezes, que assumirá o Ministério da Cultura do novo governo Lula, terá como braço-direito o historiador Márcio Tavares. Doutor em Arte pela Universidade de Brasília (UnB), ele assumiu o cargo de Secretário Nacional de Cultura do PT nos últimos quatro anos e tem experiência, segundo seus pares, com o funcionamento da máquina pública. Recentemente, atuou no processo de tramitação e votação das leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo no Congresso. Ele estava ao lado da cantora quando ela anunciou que iria ocupar o cargo.

Tavares integrou o grupo de trabalho que fez a transição na área da Cultura e encerrou seu levantamento sobre os principais problemas da pasta na segunda-feira. Nascido em Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul, ele tem 37 anos e ocupa o posto de curador de arte e secretário nacional de Cultura do PT desde 2017.

Margareth Meneses se reuniu com Lula em Brasília nesta terça-feira e anunciou que aceitou o convite do presidente eleito para comandar a pasta. Parte do grupo de trabalho setorial da transição — ao lado de Áurea Carolina, Lucélia Santos, Antonio Marinho, Juca Ferreira e Márcio Tavares —, ela já se cercou de nomes técnicos, com quem traça um diagnóstico da situação atual da Cultura e elabora os planos mais urgentes de reformas para o setor.

‘Um desafio e uma grande responsabilidade’

Em Brasília, depois do encontro com Lula, Margareth afirmou que “será um grande desafio e uma enorme responsabilidade”. Em um post em suas redes sociais, a cantora de 60 anos disse saber que não será fácil: “por isso, peço o apoio e a força de todos os artistas, mobilizadores, realizadores e agentes culturais do Brasil e também de cada cidadão, para juntos, de mãos dadas, restabelecermos com plenitude essa área que é tão ampla, tão diversa e fundamental para todos nós”.

O presidente eleito também usou as redes sociais para falar sobre a futura ministra da Cultura. Lula agradeceu Margareth Menezes por ter aceitado o convite e afirmou que a cultura brasileira sofreu um desmonte nos últimos anos. “E nós vamos honrar nosso compromisso de reconstruir e fortalecer o setor”.

Startup brasileira vence ‘Prêmio Nobel da Sustentabilidade’

Por: Agência Sebrae de Notícias

A startup brasileira Eco Panplas conquistou o primeiro lugar na 23ª edição do Energy Globe World Award, prêmio ambiental mais importante do mundo Divulgação/Energy Globe World Award

O projeto brasileiro que mantém 17 bilhões de litros de água potável limpos anualmente na coleta e reciclagem de embalagens de lubrificantes, venceu a categoria “Água” na 23ª edição do Energy Globe World Award. A startup brasileira Eco Panplas conquistou o primeiro lugar no prêmio ambiental mais importante do mundo, que reconhece empresas em cinco categorias: Terra, Fogo, Água, Ar e Juventude. No total, foram inscritos mais de 30 mil projetos sustentáveis para problemas ambientais.

O novo conceito para que reciclagem de embalagens plásticas de óleo lubrificante sejam descontaminadas sem a utilização de água, sem geração de resíduos e com rastreabilidade apresenta resultados que chamam a atenção pelos benefícios socioambientais de impacto para toda a cadeia produtiva, sociedade e meio ambiente. A separação do óleo do plástico ocorre 100%, uma vez que a Eco Panplas produz a resina reciclada para confecção de uma nova embalagem. O óleo, no processo, também é reaproveitado, vendido para empresas recicladoras.

Brasil já responde por 10% dos “empregos verdes” no mundo
“Estamos apresentando ao mundo um novo conceito de reciclagem aliada a uma tecnologia e processo inovador que desenvolvemos, composto por equipamentos e processos patenteados. Já obtivemos sucesso em uma operação para as embalagens de óleo lubrificante, na nossa planta produtiva em Hortolândia, sendo possível replicar para outros plásticos”, explica Felipe Cardoso, CEO da Eco Panplas.

A trajetória percorrida pela startup tem o Sebrae como um grande parceiro. “O Sebrae foi muito importante diante dos nossos desafios, ajudando com os pitchs, na visibilidade, nas conexões com o mercado, clientes e investidores. Auxiliou a validar a tecnologia e contribuiu em nosso modelo de negócios”, contou Felipe. A cada 10 milhões de embalagens de óleo lubrificante processados, são recuperadas 500 toneladas de plástico reciclado e 17 mil litros de óleo. O próximo passo é licenciar a tecnologia dentro e fora do Brasil.

Mulheres ocupam Museu Nacional de Brasília para falar sobre economia feminina

Via: G1

‘Dias Mulheres Virão’, evento promovido pelo grupo Elas+, é dedicado a impulsionar e promover ideias e negócios. Encontro é nesta quarta-feira (7), de graça.

Integrantes do grupo Elas+ — Foto: Alexandra Paz

O grupo de mulheres empreendedoras Elas+ ocupa o Museu Nacional da República, em Brasília, nesta quarta-feira (7), a partir das 18h. O evento gratuito “Dias Mulheres Virão” é dedicado à discussão sobre os rumos da economia promovida por mulheres.

 

Programação
O grupo literário feminino Maria Cobogó vai apresentar leituras de textos sobre o universo feminino, além de expor telas da artista plástica Duda Crisóstomo. Há ainda o lançamento oficial da linha de skincare da Règener, marca de produtos formulados com compostos naturais orgânicos, desenvolvidos por Malu Santol, terapeuta integrativa que faz parte do grupo Elas+.

Entre as palestras, a psicóloga, psicopedagoga e educadora Cibele Pacheco fala com o público sobre pertencimento, vida, trabalho em grupo e conceitos de felicidade.

A mentora de carreiras Claudia Nogueira palestra sobre liderança feminina no mercado de trabalho e aborda temas como influência e poder. A educadora financeira Gigi Melo conversa com a plateia sobre os segredos das finanças geridas por mulheres.

A apresentação do evento será feita pela atriz Juliana Drummond e pelo ator e roteirista Léo Gomes.

Elas+
O grupo, fundado em 2019, tem como objetivo fomentar a economia familiar “por meio do entendimento dos potenciais que cada mulher tem, muitas vezes negligenciados por elas mesmas devido a diversas experiências de violência e opressão, as ajudando a conquistar autonomia financeira, possibilitando que não se submetem a violências”, conta a produtora Eloia Moreira, criadora do Elas+.

“A preocupação principal é melhorar a vida das mulheres desse grupo. Nós somos a mão que puxa pra cima. Quando a pessoa acha que não dá pra encontrar uma solução para a própria vida, a gente ajuda ela a entender que dá pra encontrar, sim.”, diz Eloia.
O grupo conta com um marketplace, lançado neste ano, que reúne em uma única plataforma digital de vendas produtos desenvolvidos por mulheres. Para conhecer, clique aqui.

‘Dias Mulheres Virão’

Quando: quarta-feira (7)
Horário: 18h
Local: Museu Nacional da República
De graça

Museu do Ipiranga e Fundação Padre Anchieta assinam parceria para troca de acervos

Via: Uol Cultura

Flickr Museu do Ipiranga

 

Museu do Ipiranga irá assinar nesta terça-feira (6), às 14h, uma parceria com a Fundação Padre Anchieta, que envolve a troca de acervo com o Museu da Casa Brasileira, concertos da Brasil Jazz Sinfônica no novo auditório do Museu do Ipiranga e exibições especiais e comentadas da minissérie Independênciasda TV Cultura, dirigida por Luiz Fernando Carvalho.

A cerimônia de assinatura, que ocorrerá no Museu do Ipiranga, contará com a presença de personalidades envolvidas nas instituições, como José Roberto Maluf, presidente da Fundação Padre Anchieta; Eneas Carlos Pereira, vice-presidente da Fundação Padre Anchieta; Fábio Borba, diretor executivo da Orquestra Brasil Jazz Sinfônica; Giancarlo Latorraca, diretor técnico do Museu da Casa Brasileira; Hussam El Dine Zaher, pró-reitor adjunto de cultura e extensão da USP e Rosaria Ono, diretora do Museu Paulista da USP.

 

Fonte: Uol Cultura

Aula de Integração MBA em Gestão e Produção Cultural Rio

Assista a Aula Inaugural da nova turma do MBA em Gestão e Produção Cultural em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro. Nela você vai poder conhecer nossos professores e saber mais sobre o curso e suas atividades extracurriculares.

 

 

 

 

 

Museu da Imigração de SP abre portas para exposição de NFTs; conheça o metaverso de artistas brasileiros na Near

Fonte: Money Times

(Imagem: Exposição NFT São Paulo, Sala 1/Spatial)

O Museu da Imigração de São Paulo vai sediar nesta quinta-feira (24) o evento NFT São Paulo, patrocinado pelo blockchain Algorand (ALGO). A exposição contará com obras de 300 artistas brasileiros de NFT que ficarão disponíveis até sábado seguinte (26).

O evento começou com a abertura de 3 exposições virtuais, no metaverso Spatial, na Ethereum (ETH) no dia primeiro de julho – e ficará aberto até este domingo (20).

Na quarta-feira (23), acontece o evento de abertura da NFT São Paulo, no Hotel Hilton Canopy, em São Paulo, e será fechado para convidados.

No dia 25 e 26 de novembro haverá um ciclo com 14 painéis e talks com expoentes do mercado de NFT nacional, no auditório do Museu da Imigração de São Paulo, que será marcado, no dia 26, por uma festa de encerramento acontecendo simultaneamente no metaverso (Voxels) e no Estúdio Curi.

“Apesar da importância do Brasil para o mercado de NFT, ainda não tínhamos aqui um evento voltado para a arte brasileira em NFT, que unisse artistas, colecionadores e blockchains”, diz comunicado.

Por trás da organização estão o casal de fotógrafos Oliver e Shirley Reinis. Ambos também transformam suas fotografias em NFTs, e possuem sua própria galeria no metaverso de Voxels, “ReinisCouple”.

“Meta Produção” de eventos, DAO de galeria de arte brasileira e cultura nacional no metaverso

“Isa Danoninho”, nome artístico, se intitula como artista psicodélica, ilustradora, produtora de meta eventos e está por trás da organização da festa de encerramento do evento. Conforme conta ao Crypto Times, nem mesmo a própria tinha ciência de que seria produtora de eventos no metaverso.

Ela é membro da “Gambiarra DAO” – uma organização descentralizada no blockchain da Near Protocol que tem como objetivo trazer, e juntar, os artistas nacionais ao metaverso.

Conforme conta, seu papel na Gambiarra DAO é de produtora de festas e eventos, e era responsável por uma festa chamada “Metatronic” que trazia artistas que tocam música eletrônica de fora do blockchain e transmitir no metaverso.

A Metatronic é um projeto nascido na Metaverse DAO, outra organização onde a produtora atuou como colaboradora.